Não foi possível carregar o ficheiro Flash, tente instalar a versão actual do Flash Player (download)
Documentos:
Não foi possível carregar o ficheiro Flash, tente instalar a versão actual do Flash Player (download)
» Pesquisar
Date Picker
» História
 
Padroeiro: S. Pedro.
Habitantes: 1.040 habitantes (I.N.E 2001) e 968 eleitores em 31-12-2003.
Sectores laborais:Agricultura, artesanato, pequena indústria e comércio.
Tradições festivas:S. Brás e S. Pedro.
Valores Patrimoniais e aspectos turísticos:Igreja paroquial, praia fluvial do Barco do Porto e monte de S. Silvestre.
Gastronomia: Sarrabulho e arroz de frango à lavrador.
Artesanato: Bordados, trajes de Viana e trabalhos em ferro forjado.
Colectividades: Associação Cooperativa Bordados do Lima e Centro Sócio Cultural e Polidesportivo de Serreleis.
 

Esta  freguesia está localizada à margem direita do Rio Lima. Os seus limites estão assim definidos: a Norte e Poente  a Freguesia de Portuzelo, a Sul, o rio Lima, tendo na outra margem a Freguesia de Vila Franca, e a Nascente, a Freguesia de Cardielos. Contando cerca mil habitantes. Esta é topograficamente pouco acidentada, de suave relevo, férteis terras agrícolas e encantadoras paisagens, sobretudo na orla ribeirinha. A praia fluvial de Barco do Porto, por exemplo, constitui-se como local apetecível de fruição natural, em ambiente bucólico e de rara beleza paisagística.
 
Não admirará portanto que já pelo primeiro milénio a. C., durante o qual se desenvolveria a chamada cultura castreja do Noroeste Peninsular, se tenha fixado aqui uma pequena comunidade, curiosamente no próprio cabeço onde posteriormente haveria de assentar a Igreja Paroquial. Segundo o arqueólogo B. de Almeida, que prospectou o local, o actual templo ocupa a parte mais setentrional daquele antigo habitat; apenas defendido por um talude em terra (ao fundo do qual corria um poço, hoje transformado em caminho).
Muito destruído, não apresentará actualmente vestígios de estruturas habitacionais, tendo sido possível recolher apenas algum parco espólio entre tégula e "alguns minúsculos fragmentos cerâmicos castrejos e de época romana". A documentação medieval comprova a existência da freguesia já pelo século XIII. As "Inquirições" de 1258, nomeadamente, referem-na sob a designação de "Sancti Petri de Sola Rex" (embora esta grafia, por ausência do "l" dobrado, suscite algumas dúvidas de autenticidade). Integrava então o vasto julgado ou "Terra" de S.Martinho.
A Igreja Paroquial é um belo e espaçoso templo de graciosa traça barroca, talvez setecentista. Apresenta uma avolumada torre sineira adossada ao flanco setentrional e em posição mui levemente recuada. Afrontaria do edifício sacro é marcada pelo imponente portal, de formato rectangular, rematando em opulento frontão; logo acima rasgam-se dois janelões laterais ovalados e um espaçoso óculo central. Um documento de "obrigação", existente no Arquivo Distrital de Braga e arrolado por J. Cepa, alude a uma Ermida de S. Brás, no ano de 1568.
Serreleis é terra que se liga estreitamente à história do traje vianês, ali se registando ainda a produção artesanal da famosa indumentária. São bem conhecidas os lenços bordados dos namorados, cheios de ingénuas inscrições, onde por vezes com contundentes erros ortográficos se iam atestando as humildes vivências de outrora...
Do alto do Monte de S. Silvestre, onde pontifica a capelinha da mesma invocação, apreciar-se-á dilatada panorâmica sobre todo este formoso trecho do vale do Lima, no mesmo lugar onde outrora acorriam em clamores, no mês de Julho, as populações das freguesias circunvizinhas.
Ainda a respeito a história da freguesia, no Inventário  Colectivo dos Registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo, pode ler-se textualmente:
«Em 1258, na lista das igrejas situadas no território de Entre Lima e Minho, elaborada por ocasião das Inquirições de D. Afonso III, Serreleis é citada como uma das igrejas pertencentes ao bispado de Tui.
Em 1320, no catálogo das mesmas igrejas, mandado elaborara pelo rei D. Dinis, para pagamento de taxa, São Pedro de Serreleis rendia 60 libras.
Em 1444, D. João I conseguiu do papa que este território fosse desmembrado do bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta, onde se manteve até 1512. Neste ano, o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, deu a D. Henrique, Bispo de Ceuta, a comarca eclesiástica de Olivença, recebendo em troca a de Valença do Minho. Em 1513, o papa Leão X aprovou a permuta.
Quando entre 1514 e 1532, o arcebispo D. Diogo de Sousa mandou proceder à avaliação dos benefícios eclesiásticos incorporados na diocese de Braga, Serreleis rendia 46 réis.
Em 1546, no registo da avaliação, a que se procedeu no tempo do arcebispo D. Manuel de Sousa, dos benefícios eclesiásticos da comarca de Valença do Minho, São Pedro de Serreleis figura como sendo anexa do mosteiro de São Cláudio.
Na cópia de 1580 do Censual de D. Frei Baltazar Limpo, diz-se que Serreleis, então denominada "São Pedro de Serreleis", era da apresentação do mosteiro de São Salvador da Torre.
Segundo o Padre António Carvalho da Costa, que atribuiu por orago a esta igreja São Martinho, Serreleis era vigairaria anexa ao colégio de São Bento de Coimbra. Era então da apresentação do convento de Tibães, tornando-se mais tarde independente com o título de reitoria.»
 
 
Fonte consultada: Inventário Colectivo dos Registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo.
Felipe Esteves Miranda f...
2007-12-13 11:24:00 No mês de Novembro de 2007, fez...